Desde 2013 temos acompanhado no Brasil a escalada de um forte sentimento contra as esquerdas, que se iniciou com as manifestações de junho de 2013, organizadas a partir da pauta do aumento do valor do transporte urbano em São Paulo, mas que logo resultaram num conjunto de manifestações difusas, sem lideranças e com pautas as mais diversas, inclusive pautas de direita como a queda do governo e a famigerada "intervenção militar". As lideranças políticas tentaram logo encabeçar as manifestações a seu favor, especialmente partidos de esquerda, como o PSOL e o PSTU, e movimentos de direita, como o MBL e o Vem pra Rua. Com o rechaço aos primeiros, foram estes últimos quem acabaram conseguindo agregar os movimentos que então surgiam, e passaram a pautar suas principais reivindicações através das redes sociais, principalmente através da canalização de um sentimento generalizado contra a corrupção e os políticos.
30 de mai. de 2018
14 de mai. de 2018
Salah, o Africano
Neste ano, entre os destaques futebolísticos, tivemos pela primeira vez a ascensão de um jogador egípcio. Mohamed Salah, jogador egípcio de 25 anos do Liverpool marcou 45 gols na temporada, sendo 32 deles só na Premier League (Campeonato Inglês), o que o levou a bater o recorde de gols em uma única temporada do campeonato, anteriormente pertencente a Luis Suárez, Alan Shearer e Cristiano Ronaldo. Por conta disto, Salah foi eleito o melhor jogador africano desta temporada pela Confederação da África (CAF). No entanto, ao divulgar a notícia, alguns sites de notícia se depararam com um estranho fenômeno: muitos comentavam dizendo que se tratava de um erro, que Salah não era africano, mas sim Egípcio.
16 de nov. de 2015
"A demonização do outro": notas sobre o fundamentalismo religioso

O fenômeno do fundamentalismo tem crescido cada vez mais em nossa sociedade. Em um mundo cada vez mais plural e diversificado, a necessidade de se apegar a algo sólido e que dê uma sensação de estabilidade é apontada como uma das principais razões para o crescimento das religiões de cunho fundamentalistas. A extrema liberdade que nos cerca traz junto a ela a falta de certezas e, consequentemente, o vazio existencial. Não é a toa que a depressão é considerada o mal do século.
9 de nov. de 2015
A romantização do passado
Domingo a tarde, família reunida conversando sobre as notícias da semana, não demora pra surgir aquele tradicional "ah, no meu tempo é que era bom". A frase, dita com aquela convicção quase celestial, logo é seguida por todos, que passam a rememorar seu passado idílico, não se esquecendo sempre de compará-lo com "os dias de hoje", taxados com os mais diversos adjetivos pejorativos, como "tempos perdidos" e coisas do tipo. Imagino que não seja só na minha família que haja diálogos deste tipo. A reverberação de tais ideias nos dá mostras de que há um sentimento generalizado e difuso que contrapõe passado e presente em condições desiguais de concorrência. Enquanto o primeiro é valorizado como extremamente positivo, o segundo é retratado como um tempo de perdição e degeneração. Esse pensamento, em tempos de crise, se torna mais comum ainda.
29 de dez. de 2014
A intolerância ao pensamento divergente
Estas últimas eleições no Brasil escancararam um novo comportamento do cidadão comum brasileiro frente à política. Ânimos acirrados de todos os lados deram o tom do "debate" em torno dos presidenciáveis. Coloco entre aspas pois, a meu ver, tratou-se muito mais de uma troca de insultos do que efetivamente troca de ideias a respeito do que consideravam o melhor para o país naquele momento. Como membros de torcidas organizadas, os dois lados saíram às ruas das redes sociais para protestar e tentar mostrar, mesmo que de forma atabalhoada e sem muita coerência, na maioria dos casos, que o seu lado era o melhor.
27 de ago. de 2014
O risco evangélico
Qual a religião de Dilma? E a de Aécio? E a de centenas de outros candidatos que vemos no nosso horário eleitoral gratuito todos os dias? Não sei. E também não quero saber. Por que isto não importa. Não importa qual a religião de um político, só o que importa são suas ações enquanto detentor de um mandato público. Como todos sabemos de longa data, o estado brasileiro é laico, e garante o direito à livre manifestação religiosa. Está na constituição. Isto significa que o governo não deve pautar suas discussões por interesses de grupos religiosos, em desfavor de outros ou em desfavor do interesse da maioria dos cidadãos.
12 de mai. de 2014
Futebol e Machismo
Neste fim de semana tivemos um caso emblemático de como nossa sociedade ainda opera sob o signo do Machismo e da opressão sexual. Trata-se do caso da bandeirinha Fernanda, que já vinha chamando atenção nos noticiários por ser uma mulher bonita em uma profissão dominada por homens. Tanta exposição, no entanto, é uma faca de dois gumes, já que o fato de ser uma mulher bonita pode passar de herói a vilão em uma questão de minutos. E foi exatamente isto que aconteceu.
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