1 de jun. de 2013

O tal João de Santo Cristo


Adaptações de livros para filmes sempre tem que ser observadas com cautela. A riqueza de informações que permite a literatura nem sempre consegue ser bem reproduzida na linguagem cinematográfica, quase sempre causando raiva entre os fãs da obra literária. E se a adaptação for de uma música então? As dificuldades são ainda maiores. Cada meio tem sua linguagem própria. Livros, games, músicas e filmes guardam suas individualidades, o que faz com que a passagem de uma história de um meio ao outro necessariamente gere alterações e adaptações. 

18 de mai. de 2013

Homem de Ferro - O herói certo na época errada


Cada herói tem seu tempo. Já vi muita gente dizendo que as HQs do Homem de Ferro nunca foram das favoritas do universo Marvel. Bom, pelo que me lembro da minha infância na década de 80, realmente pouco se ouvia falar no herói. Os mainstreans eram Superman, Batman, Spiderman e começava a despontar os X-Man. Nada de Ironman. O personagem, criado na década de 60, em meio à corrida armamentista estadunidense, representava o poderio bélico dos Estados Unidos e o american way of life das elites jovens do país. Tony Stark representa tudo o que cerca a juventude que herdou o poderio industrial construído no país enquanto a Europa se digladiava em guerras: egocêntrico, arrogante, mulherengo, esbanjador, inteligente, entre outros, assim se definia o personagem. O efeito colateral de tudo isto ficava no grave problema de alcoolismo que o personagem sofria. Era o ideal do jovem moderno que não suporta o peso da vida fácil. Impressionante como tal tema continua atual. 

7 de mai. de 2013

Ô Trem Bão, Paul!


Com certeza esta expressão, popular no linguajar goiano, ontem foi eternizada na boca de um dos maiores personagens vivos do século XX. Você pode até não gostar de Paul McCartney. Você pode até não gostar dos Beatles. Mas ninguém pode deixar de reconhecer a importância cultural da banda, e do fenômeno mundial que eles se transformaram. Particularmente eu nunca fui fanático por Beatles. Como todo bom adolescente que cresceu ouvindo rock nos anos 90 (aquela década que muitos consideram perdida!), via os velhinhos como um garoto que ouve histórias de seus antepassados, daquele seu bisavô que veio para o Brasil ou daquele tataravô que lutou contra a escravidão. Seus feitos, músicas e posturas me pareciam assim: como as lendas e mitos de heróis que viveram num passado distante de nós, mas que mesmo assim mudaram o mundo. 

23 de abr. de 2013

Funk e feminismo


Recentemente uma nova polêmica se instalou nas redes sociais, chegando à TV. A história começou com a divulgação da notícia de uma aluna, Mariana Gomes, que foi aprovada na seleção do Mestrado da UFF (Universidade Federal Fluminense), no RJ, com um projeto que pretende discutir as relações entre identidade, feminismo e indústria cultural no funk. A notícia recebeu bastante destaque na internet, inclusive com divulgação em alguns programas de TV. E a polêmica maior se instalou quando, exibido como reportagem em um jornal da emissora SBT, o projeto da garota e o funk receberam comentários ácidos por parte de sua apresentadora, Rachel Sherazade, afirmando, entre outras coisas, que "o funk está anos luz do feminismo", e que a música "fere os ouvidos" da apresentadora. Mariana Gomes enviou uma carta aberta como resposta às críticas da jornalista, com argumentos bastante contundentes, que vem sendo divulgada em alguns blogs e sites. 

Alceu Valença na UFG


A música popular brasileira, esta denominação genérica que abarca toda uma gama de ritmos, artistas e sons  que uma certa visão hierarquizada de "cultura" consagrou, excluindo dela porém ritmos que são verdadeiramente "populares" (em termos numéricos), como o Axé, o Sertanejo e o Funk, tem em Alceu Valença um de seus maiores representantes. Com seus mais de 30 anos de carreira e mais de 30 CDs lançados, o cara já é praticamente um monumento da música brasileira, e ontem Goiânia pode mais uma vez conferir toda a simpatia e qualidade musical do velhinho. 

15 de abr. de 2013

Do luxo ao caos - um passeio por Lima


Um dos preceitos básicos dos estudos sobre a identidade nacional e cultural de um povo é que ela se reforça no contato com os "outros", com o diferente. Pra quem já teve a oportunidade de viajar a outros países, deve ter sentido isto na prática. Eu o fiz recentemente. Minha primeira viagem internacional teve como destino a cidade de Lima, capital do Peru. Lá ocorreu o 14º Encontro de Geógrafos da América Latina, com pesquisadores de toda a América, especialmente do Brasil. Claro que na oportunidade, aproveita-se também para fazer turismo, conhecer a cidade e seus principais pontos turísticos. E foi o que fizemos.

1 de abr. de 2013

Lolla pra quem?



Pelo segundo ano tive a oportunidade de ir ao festival Lollapalooza Brasil, em São Paulo. No primeiro ano tivemos o show apoteótico do Foo Fighters, que valeu muito a pena. Neste ano a programação estava mais variada e com a adição de um dia a mais de shows. Entre os destaques, Pearl Jam, Black Keys, The Killers, Queens of The Stone Age, Franz Ferdinand e vários outros nomes de diversos estilos. Um prato cheio pra qualquer fã de rock. 

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