2 de jan de 2014

Melhores álbuns de 2013

Mais uma lista de fim de ano. Desta vez o espaço é da música. Elegi o que não saiu da minha playlist neste ano que se foi. Há uma grande variedade de ritmos e estilos na lista, já que gosto de variar bastante, apesar do Rock ser o estilo que predomina. Todos os álbuns foram lançados em 2013. Vamos aos vencedores, portanto. 


12 - Helloween - Straight Out of Hell
O bom e velho Helloween está de volta. A banda, que até se apresentou no Rock in Rio em 2013, pode ser considerada uma das precursoras do metal melódico mundial. Quem não se lembra de clássicos como Keeper of the Seven Keys e Master of Rings? Pois o estilo basicamente continua o mesmo, e os velhinhos mostram que ainda tem sangue nas veias pra queimar. Nos últimos anos a banda andou passeando por alguns estilos, digamos, mais inusitados com lançamentos como o polêmico Pink Bubbles Go Ape, por exemplo. Mas aqui o que temos é o bom e velho Andi Deris de volta, relembrando sua melhor fase. 

11 - Ellen Oléria - Ellen Oléria
Normalmente vencedores de programas de calouros não vingam e em pouco tempo acabam no esquecimento. Parece não ser assim com Ellen Oléria, que mostra personalidade em seu primeiro lançamento. Fugindo dos clichês da música pop e mostrando uma variação grande nos ritmos e estilos, a cantora consegue empolgar. Entre as covers temos Anunciação (Alceu Valença), Maria Maria (Milton Nascimento), e duas de Jorge Ben: Taj Mahal, e uma versão totalmente inusitada de Zumbi, transformada pela cantora numa espécie de balada. Das músicas próprias, destaque para Aqui é o país do Futebol, com a participação de Carlinhos Brown, e de Testando, um funk soul com uma letra ácida e que celebra a trajetória da cantora. 

10 - Black Sabbath - 13
Os pais do Heavy Metal estão de volta. Black Sabbath, com sua formação (quase) original, a não ser pelo baterista Bill Ward. Mas Tony Iommi, Gezzer Butler e ele, o grande madmen, Ozzy estão lá. O CD é recheado de músicas que já nasceram clássicas. Riffs lentos e soturnos mesclados com trechos rápidos e cadenciados, regados aos solos de Iommi e à voz esganiçada de Ozzy. Tudo o que qualquer fã de Metal gosta de ouvir. 

9 - Carcass - Surgical Steel
Pra mim uma das melhores bandas de Death Metal do mundo, e uma das poucas representantes do estilo que ainda me empolgam. Tudo isto graças aos riffs melodiosos da banda e ao vocal gutural mas abafado de Walker. Pra completar uma bateria insanamente rápida e riffs e mais riffs de guitarras. Surgical Steel relembra a melhor fase da carreira da banda. 

8 - Queens of Stone Age - Like Clockwork
Os autênticos representantes do Stoner Rock vem com um dos melhores lançamentos do ano. O rock do QOTSA alia belas melodias com o peso das guitarras, e o trabalho vocal de Josh Homme como sempre impecável. Destaque para as faixas I Sat By the Ocean, a balada The Vampyre of Time and Memory e a excelente Smooth Sailing. 

7 - Bon Jovi - What About Now
Bon Jovi está de volta. Um dos maiores representantes do Glã Rock anos 80, hoje a banda se tornou apenas mais um representante do pop rock. E cumpre este papel como ninguém. O certo é que este CD está recheado de música boa. Ouça por exemplo a faixa 05 - Amen, e veja se não é uma autêntica baladinha bonjoviana pra Always nenhuma botar defeito. Outros destaques são as faixas Because We Can, que abre o disco, Thats What the Water Made Me e What's Left of Me. 

6 - Ney Matogrosso - Atento aos Sinais
Falando em anos 80, quem está de volta também é o bom e velho Ney, e com um CD arrasa-quarteirão. Já na abertura temos a regravação de Rua da Passagem, de Lenine, numa versão arrebatadora, que sabe utilizar muito bem os metais. Outra versão matadora é de Freguês da Meia Noite, o tango-bolero de Criolo. Ney como é de costume passeia por vários estilos musicais e nos apresenta toda sua variação musical e criativa neste belíssimo trabalho. Entre as melhores músicas próprias temos a faixa Roendo as Unhas, Oração e Samba do Blackberry, a melhor do disco pra mim. 

5 - Stone Sour - House of Gold & Bones Part 2
Especialistas em lançar álbuns bons, a segunda banda de Corey Taylor (também vocalista do Slipknot) já é figura carimbada em nossas listas. Agora eles marcam presença com a continuação do projeto House of Gold and Bones, que, assim como o primeiro, ficou incrível. Destaque para a faixa-título The House of Gold and Bones, '82 e a pedrada Do me a Favor. 

4 - The Fratellis - We Need Medicine
Uma das bandas de rock mais divertidas de todos os tempos, o The Fratellis está de volta em grande estilo. Depois de uma estréia arrasadora com o CD Costello Music, e de deixarem o nível cair em Here We Stand, eles se reconciliaram com a boa música neste ano. We Need Medicine é tudo o que esperamos da banda. Hits dançantes atrás de hits dançantes. É uma festa só. As primeiras faixas Halloween Blues e The Old Ghost Town estão entre as mais divertidas já feitas pelos caras. Mas as melhores mesmo são Seven Nights Seven Days, com uma pegada country e um refrão grudento (a melhor de todas) e Whisky Saga, com uma introdução que só os Fratellis sabem fazer. 

3 - Cambriana - Worker (EP)
Entramos no Top 03 com uma banda autenticamente goiana. Apontados por muitos como uma das mais promissoras bandas já surgidas por aqui no cerrado, os músicos da Cambriana já alcançaram um importante reconhecimento local. E só o que posso dizer é que tudo isto é absolutamente merecido. Basta ouvir este EP composto por 06 músicas pra saber por que. O disco consegue ser ainda melhor que o álbum de lançamento dos rapazes. Com uma sonoridade única, que remete a bandas como Two Door Cinema Club e TV on the Radio, mas ainda assim com um estilo único, a banda tem tudo para ir muito longe. 

2 - Marcelo Jeneci - De Graça
Outro que resolveu lançar novo trabalho foi Marcelo Jeneci, um dos multi-instrumentistas mais criativos da nova geração. Difícil superar o sucesso de seu disco de estréia, mas este De Graça consegue chegar perto. Canções alegres mesclada com o romantismo inocente e belas poesias, que são as marcas do músico, além, é claro, do excelente trabalho instrumental. 

1 - David Bowie - The Next Day
Os anos 80 parecem ter voltado pra ficar mesmo. E ele também. Com o lançamento mais comentado do ano, David Bowie nos leva de volta à disco music, mas sem soar datado. Aliás, a renovação musical do cantor é notável neste The Next Day. Tirando uma ou duas faixas que deixam a desejar, todo o restante é absolutamente genial, e magnificamente executado pela voz grave de Bowie. Detalhe também para a brincadeira que ele faz consigo mesmo na capa, que é a reprodução da capa de seu disco Heroes, mas com um quadrado na frente escrito o nome do novo disco. Tudo isto lhe renderam o rótulo de disco do ano em nosso blog. 

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