30 de out de 2011

Não se fazem mais vampiros como antigamente


Neste mês a maior saga adolescente do momento volta à tona com o lançamento do quarto filme da saga, intitulado Amanhecer. Aproveitando o ensejo, lembro-me de quando assisti ao primeiro filme, ainda nos cinemas. Não tinha ideia do que se tratava o filme, não havia lido nada sobre ele, só sei que estava eu no shopping querendo ver um filme, vi o cartaz dele e, pensando ser um filme de vampiros, fui assistir. Eis o que escrevi na época sobre o mesmo:


Imagine uma história onde dois jovens se apaixonam e vivem um romance proibido, pelo simples fato de um destes jovens ser... um vampiro. Parece uma ideia legal né? Mas só parece. Pois quem conferiu esta história nos cinemas este mês com certeza deve ter se arrependido do maldito dia em que resolveu ver este filme. O filme em questão é Crecúspulo, baseado em romance de mesmo título. No filme, a jovem Isabella Swan vai morar com o pai em uma cidadezinha, e logo conhece o misterioso Edward Cullen. Com uma maquiagem forçada (branco até a alma!), um jeito misterioso e um grupo de amigos dos mais estranhos, Edward dá toda pinta do que realmente é: Emo! Ops, quer dizer, Vampiro!


E a jovem Isabella logo irá descobrir que seu amado na verdade é um caçador implacável, e ela não passa de sua vítima. Uma história simples, e que poderia dar certo, não fosse a péssima execução. O filme é longo, chato, abusa das longas tomadas dos dois pombinhos, onde eles desfilam uma infinidade de diálogos infantis que mais parecem ter sido tirados da Malhação, além de situações inusitadas e constrangedoras, como quando eles vão jogar Baseball, ou quando Edward salta as árvores com Bella nas costas, e sem contar que os atores que interpretam os dois protagonistas são péssimos. A trilha sonora também não ajuda muito, quase ausente nos momentos mais cruciais da trama, como quando os dois jovens estão a sós.


Já foi o tempo em que se faziam bons filmes de vampiros. Neste a autora quis colocar a temática sob um enfoque diferente: não mais os contos de terror ou de ação, mas um conto de amor. E no livro pode até funcionar bem, mas no filme foi um desastre total. Ainda por cima me vem a Veja elogiar o filme e sua valorização da castidade, relacionando o fato de que Isabella não se entrega a Edward (no caso, para ser mordida), com uma entrega sexual. Neste caso o fato de Bella se manter humana e não ser mordida por seu amado seria a castidade que os mais conservadores e retrógrados sentem tanta falta em nossa sociedade atual. Tenha dó! Nunca li tanta baboseira junta em um só lugar. Mas enfim, uma obra de arte permite infinitos olhares, e cada um vê o que quer. E eu, o que vi? Vi que perdi 2 horas da minha vida assistindo a este lixo.

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