10 de ago de 2011

De volta aos Anos 60

É comum vermos bandas de covers ou que fazem homenagens aos seus artistas favoritos. Mas ultimamente tenho encontrado alguns gêneros de bandas que não se contentam apenas em fazer covers, mas versões das músicas em estilos diferentes, ou até mesmo misturando músicas de duas bandas diferentes. Um exemplo são os caras do Beatallica, que como o próprio nome deixa a entender, fazem uma mistura de Beatles com Metallica.
O resultado? Músicas como And Justice For All My Loving, mistura de ...And Justice for All do Metallica e All My Loving dos Beatles, e Everybody's Got A Ticket To Ride Except For me And My Lighting, que mistura Everybody's Got Something to Hide Except Me and My Monkey dos Beatles e Ride the Lighting do Metallica. Inclusive os caras já tiveram um artigo publicado neste blog a respeito deles, leia mais aqui.



Outra banda dedicada a prestar homenagens a seus ídolos são os caras do Full Blown Cherry. O lance aqui é fazer versões Rockabilly de suas bandas de rock preferidas, bem naquele estilão anos 60. Até agora os caras já lançaram dois álbuns, um tributo aos Ramones e outro ao AC/DC, todos em versão Rockabilly. Entre as músicas podemos destacar Highway to Hell, Jailbreak e For Those About to Rock, do AC/DC, e I Wanna be Sedated, Beat on the Brat e Rockaway Beach dos Ramones, todas em versões simplesmente geniais, à la Elvis Presley. 

Mas uns caras foram ainda mais longe nessa história de Rockabilly. Resolveram fazer covers não de músicas de rock, mas de clássicos da pop e dance music mundiais. Assim nascem The Baseballs, uma banda que vive e respira os anos 60, desde a imagem de seus integrantes até, claro, suas músicas. No primeiro trabalho lançado em 2009, Strike! os caras botaram pra quebrar. Trazendo músicas como Umbrella, da Rihanna (o maior sucesso deles até agora), Hot'n Cold (Katy Perry), Angels (Seal), The Look (Roxette) e até Poker Face (Lady Gaga), todas em versões que fariam inveja até mesmo ao próprio Elvis, totalmente Rockabilly. Além das músicas, os clipes do grupo até nos fazem acreditar que tais músicas tenham realmente sido gravadas em plenos anos 60, com mulheres pulando e dando gritinhos a cada topete ou costeletas que apareciam. 





Seu segundo trabalho intitulado String'n Stripes, lançado este ano não foi tão impactante quando o primeiro, mas trouxe algumas boas versões também. Entre os destaques temos uma versão matadora de Bitch, da Meredith Brooks, a melhor do disco, TikTok, da Kesha e até Paparazzi, de Lady Gaga. A escolha do repertório sempre se pauta por músicas dançantes e que estouraram nas rádios do mundo todo, o que ajuda a banda. Mas a qualidade das versões feitas impressionam em todos os seus detalhes, desde o ritmo, os gritinhos iê iê iê, os backing vocals, tudo é perfeitamente bem cuidado para nos transportar a uma outra época. E conseguem isso com maestria. Com certeza uma das melhores coisas que achei no mundo da música recentemente.

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