13 de jul de 2011

Horror Show


Posso me lembrar da primeira vez que joguei o jogo Doom no PC de um colega, ainda na infância. Lembro-me que achava o jogo algo medonho, cheio de monstros e também um tanto difícil, o jogo era um verdadeiro labirinto. Infelizmente não tive a oportunidade de me dedicar a este jogo quando mais novo, pois não tínhamos PC na época. Por isto é que assim que comprei meu próprio PC fiquei completamente fascinado neste tipo de jogo. Primeiro foi o Quake 4, um jogo mais de ação, onde o grande lance é destuir o máximo de alienígenas que se conseguir. O jogo se assemelha mais a um jogo de guerra. Após passar noites e noites na frente do PC para conseguir chegar ao seu final, estava eu então preparado para um desafio maior.


Confesso que no início não me interessei muito pelo Doom 3. Demorou para que eu começasse realmente a jogá-lo. Mas após assistir ao filme que foi baseado no jogo, meu interesse aumentou. Só depois eu fui perceber que o tal filme não tinha nada a ver com a história do jogo. Mas tudo bem. No primeiro dia, cheguei em casa a noite, apaguei todas as luzes, coloquei meus fones de ouvido com o som no máximo, e iniciei o jogo. Primeiro nos ambientamos à história. O ano é 2145, e você é um fuzileiro que é enviado à base da empresa UAC - Union Aerospace Corporation em Marte para auxiliar a manter a segurança. À medida que você avança no jogo, vai descobrindo que há algo errado acontecendo. O mais impressionante aqui é sua mobilidade dentro do jogo. Você conversa com as pessoas, e assim vai colhendo informações, cada um vai lhe dando pistas e dicas sobre o que pode estar acontecendo.



De repente um cientista desaparece, e você é enviado para resgatá-lo. Mas quando o acha, percebe que ele está enlouquecido, e acaba virando um zumbi na sua frente, obrigando-o a matá-lo. Logo uma série de criaturas, monstros e zumbis invadem o lugar e passam a te atacar. Pelo caminho você vai achando um rastro de destruição e morte, e acaba encontrando os PDAs - computadores de mão - dos cientistas mortos pelo caminho. Acessando seus e-mails e arquivos, você vai reconstruindo a história do que aconteceu ali. No início pensamos se tratar apenas de algum vírus ou experimento que deu errado e se espalhou pela base (na história do filme, é um vírus que transforma as pessoas em zumbis). Mas logo vamos descobrindo que é muito mais do que isto, na verdade o jogo descamba pro lado sobrenatural, e tem uma história muito bem bolada. O mais legal nisso tudo é que você entra na história, como num filme, só que aqui nós podemos interagir com ela. A medida que avançamos no jogo, vamos descobrindo o que a UAC estava fazendo, quais experimentos eram realizados ali, e também o que deu errado.



A partir daí, adentramos lugares inóspitos, laboratóios abandonados, com sangue e corpos por todo lado. Não damos um passo sem o medo de sermos de repente surpreendidos por um zumbi atrás de uma porta ou um demônio vindo sei lá de onde. Mas o mais impressionante é a sonorização do jogo. A todo momento que estamos andando pelos lugares mais estranhos, estamos constantemente ouvindo hurros, gritos, choros, até de mulheres e crianças, totalmente arrepiantes, e os barulhos mais estranhos e assustadores que jamais imaginamos, nos deixando totalmente aterrorizados. Confesso que depois de umas 2 horas passando por este ritual, sozinho e no escuro, não ficava fácil dormir. Doom 3 é um jogo assustador, como um filme de terror macabro, só que assusta muito mais, pois nós estramos dentro da história, literalmente. Temos que ir desvendando os quebra-cabeças do mesmo, e após várias semanas repetindo este ritual toda noite, finalmente conseguimos descobrir o que aconteceu e resolver as coisas. É um jogo longo, extenso, inteligentemente bem construído, e com uma excelente história. Enfim, um jogo para quem tem estômago forte.

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