31 de ago de 2010

Clube dos Atores Sexagenários

Este devia ser o nome do filme Os Mercenários. Stallone não desistiu em sua busca por retornar às telonas. Mas ao contrário dos seus mais recentes projetos, as desastrosas continuações das séries Rambo e Rocky, aqui ele resolveu investir mais pesado e foi, digamos, mais esperto. Um roteiro padrão para um filme de ação no melhor estilo Stallone, muitas cenas de explosões, tiros, perseguições, uma câmera que não para de tremer o filme inteiro (alguns diretores pensam que isso dá maior emoção ao filme), e um elenco, digamos, de pesos pesados, da nova e da velha direção. Stallone chamou alguns amigos das antigas para a empreitada, e o resultado é muita diversão em tela.

Entre os peso pesados do elenco, temos a ressurreição do loirão Dolph Lundgren, eterno Soldado Universal, que fez relativo sucesso em filmes de ação nos anos 90; Jason Stathan, o novo queridinho do cinema de ação/porradaria hollywoodyanos é o melhor amigo de Stallone, e cumpre bem seu papel, tanto nas cenas de tiro quanto nas de luta; do cinema oriental temos Jet Li, outro grande astro que caiu nas graças de Hollywood e já fez excelentes produções, resgatando um pouco o gênero de Artes Marciais que andava tão esquecido ultimamente; temos o negão Terry Crew, que se tornou conhecido no Brasil por fazer o pai do Chris na série "Todo Mundo Odeia o Chris"., e por último o grande Mickey Rourke, ator bastante cultuado em hollywood, mesmo não sendo tão conhecido do grande público. Para os brasileiros temos ainda uma surpresa: a participação da atriz Giselle Itié, que consegue atuar melhor que o Stallone (não que isto sirva de elogio).

Temos ainda a pequena participação de Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger, numa das cenas mais engraçadas de todo o filme. Pronto, está batido o recorde de quantidade de brucutus por metro quadrado. Acho que se somarmos o currículo de cada um desses caras, teremos uma boa quantidade de corpos, muitos litros de sangue e um grande número de balas pra contar história. "Tá, mas afinal de contas, e o filme?", me pergunta o leitor mais afoito. Ora, o filme é nada mais nada menos que um autêntico enlatado (ainda se usa essa expressão hoje em dia? Isso é tão anos 90 pra mim...) americano, com muitos tiros, explosões, gente morta e tudo o que temos direito.

A fórmula é a mesma de sempre. Um terrorista tirano em algum lugar. Uma missão secreta que só uns caras loucos americanos podem cumprir, cinco caras lutando contra um exército quarenta vezes maior, muita porrada, tiros, explosões, perseguição e muito, mas muito barulho. É um autêntico arrasa-quarteirão (e essa expressão então? acho que estou ficando velho...), no melhor sentido do termo. Divertido e só. O que mais precisamos afinal?

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